06 novembro 2013

Numa Manhã de Sol.



Saiba.
Haverá um monumento, num futuro próximo.
Uma marca no chão, um leve perfume, uma fumaça
Haverá uma memória de um rosto, uma leve lembrança do som da voz.

Haverá fim, haverá morte, haverá um quarto para arrumar.

Saiba, perderão-se fotos, não mais poesia.
Os livros, doarão, as músicas, canceladas logo após o refrão inicial.
Apenas o vento percorrerá os cômodos da casa, sem nada encontrar.

A profunda mágoa, a dor que leva à morte, e pior de todos os males: o cansaço.
Caminharão de mãos dadas sobre os escombros da pessoa que eles mesmos implodiram.

Não obstante tanta agonia, saiba que será numa manhã de sol.

Não há mais o que se falar sobre tanto sofrimento.

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