20 setembro 2010
Nevasca
O melhor modo de nunca morrer de frio
Não é agasalho, nem bebidas quentes
Muito menos fogueiras acesas.
Precisa não amar
Nem querer a mão e o olhar de quem se ama
Vai que falha a mão e o olho se fecha
O gelo que cobre e inutiliza os motores
A ausência, a distância
Fumaças saindo das bocas, respiração pesada
Agonia de amar até morrer
E nascer e morrer e nascer e morrer
Cristalizando dores agudas de fagulhas de vidro
Precisa não querer bem
Amar não esquenta o suficiente.
Ninguém sozinho sobrevive ao frio.
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